Conceito de comunicação: um poderoso aliado para conquistar seu público

Conceito de comunicação: um poderoso aliado para conquistar seu público

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colaboração: Jorge Verlindo

Todo mês de agosto, o Templo Budista de Brasília movimenta a cidade com a sua tradicional Quermesse. Ao longo dessas 45 edições, o evento evoluiu e a comunidade está cada vez mais engajada. Por quê? Há muitas respostas para esta questão, mas várias delas passam pela forma como a instituição passou a se comunicar com seu público.

Nossa história com o templo budista

Nosso trabalho com o Templo começou em 2012 com o desenvolvimento do portal. A partir do conhecimento que adquirimos sobre budismo e cultura japonesa, fomos chamados para desenvolver o conceito de comunicação da Quermesse daquele ano.

Até esse momento, todas as artes e materiais eram feitos de forma fragmentária, sem se apoiar em conceitos integrados ou estratégias de comunicação. E aqui começou a mudança.

A festa já marcava o calendário da cidade em agosto, mas nós quisemos “agendar” a comunidade brasiliense. O objetivo era convidar à reflexão e trabalhar a ideia de que a participação na Quermesse promovia um movimento de transformação da consciência. E um conceito de comunicação é o primeiro passo para atingir esse objetivo. É a ferramenta ideal para ajudar na formação de cultura e mobilizar as pessoas em direção a um tema específico.

Como isso acontece?

O principal papel do conceito é construir percepção sobre um tema através de narrativas claras e apelativas. Quem vê se impressiona, depois entende o que está sendo transmitido e percebe que a idéia tem relevância e merece adesão. A partir daí, as pessoas tomam decisões, como a compra de produtos, por exemplo. Com a Quermesse, o objetivo era mostrar o Budismo como um caminho para a construção identitária e de caráter.

Primeiramente era necessário atingir emocionalmente o público, e a partir daí trazer significados novos que enriqueceriam experiência e interação com as peças.

Evolução de um conceito

O desafio era (e continua sendo): produzir um material com apelo visual, que transmita os valores budistas e esteja ancorado na cultura gráfica japonesa.

Iniciamos então uma pesquisa profunda em estética japonesa, usando como inspiração os artistas Katsushika Hokusai e Hiroshige. Na Quermesse de 2012 optamos por um cartaz aquarelado e na de 2013 seguimos a linha do pós-guerra, com características das décadas de 1950 e 1960. Embora sejam diferentes, o foco principal está presente nas duas artes, que são elementos do  japão, a força da festa e valores do budismo.

Em 2014, 2015 e 2016, começamos a trabalhar a comunidade no conceito de comunicação. O próprio templo percebeu a necessidade de articular com a comunidade por entender que a Quermesse abria portas para suas outras atividades formadoras e  de relevância comunitária. Além disso, era uma oportunidade de instilar uma cultura de integração e a de que o espaço é de todos.

No início do trabalho já havia sido aplicado uma pesquisa de público e percebemos que havia espaço para protagonismo, para que a sociedade pudesse vivenciar a experiência proporcionada pelo budismo (paz, serenidade, alinhamento interno…). Nosso papel era aproximar as pessoas do templo, criar esse lugar espiritual que é a mistura do Japão, do Budismo, da comunidade brasiliense, do afeto e da parceria. De certa forma, aqui começou o conceito de comunidade presente que vem sendo trabalhado até hoje, mas que em 2018 foi oficialmente o tema da Quermesse.

“A Verlindo nos orientou em diversos projetos gráficos e digitais, sempre com competência técnica e atenção aos prazos. O que mais me chamou mais atenção foi a metodologia de relacionamento com o cliente, sempre respeitando às ideias e valores da instituição e, ao mesmo tempo, sugerindo caminhos inovadores. Como resultado, o Templo de Brasília vêm angariando muitos frequentadores e o respeito da comunidade de Brasília!” Cristina Sato – Monja do Templo Budista

 

O conceito adaptado para a estratégia de produto

Se o conceito de comunicação estava forte, ancorado nas identidades do templo e no seu posicionamento, era hora de trazer também ao público o relacionamento com objetos do dia-a-dia e rituais. Em 2017, experimentamos a ideia de vender souvenirs da festa, com base no conceito de comunicação.

A adesão e interesse foram grandes, mas ainda faltava uma estratégia de ativação para esses produtos, que foi colocada em prática na edição de 2018.

Cada um dos produtos foi pensado para portar parte do conceito de forma atrativa, não foi um simples trabalho de inserir a arte completa, mas sim de analisar, depurar e adaptar da melhor forma ao material. O templo também foi trazido para as camisetas, imãs e bolsas, porque, mais do que evidenciar a festa em si, o objetivo aqui é carregar e disseminar os valores budistas, inseri-los no dia a dia da comunidade.

Se no primeiro momento é trabalhado o lado emocional, nas etapas seguintes são evidenciados o institucional e o serviço, que simplificam o entendimento do conceito e tornam o visitante “expert” logo no início da sua interação com a festa. Sinalização, cardápio, display para produtos, bandeiras, mapa da festa… Tudo é desenvolvido para tornar a experiência imediata.

A Quermesse está chegando!

Agosto se aproxima e sabemos que é hora da Quermesse do Templo Budista! Todos os finais de semana do mês de Agosto, nós teremos momentos em comunidade para compartilhar danças, músicas, atividades culturais, meditação, Budismo e aqueles pratos deliciosas que você só encontra no Templo!A gente espera por vocês! NAMANDABU _/_

Posted by Templo Shin Budista de Brasília on Friday, July 6, 2018

 

Trabalho em conjunto faz toda a diferença

Nós criamos e amadurecemos uma relação com o Templo Budista ao longo desses anos de Quermesse.  E sabemos que a cooperação do cliente é imprescindível para um projeto de qualidade.

O primeiro ponto é  antecedência. Um bom conceito de comunicação precisa de tempo para mapear todos os problemas de comunicação a serem resolvidos e buscar solução para cada um deles, pensar em cada uma das etapas de forma individualizada.

Na gestão do projeto, é importante contar com pessoas dedicadas para cada frente de trabalho. No caso da Quermesse, o templo tinha uma pessoa encarregada da loja, uma para sinalização e um comitê para a comunicação. Dessa forma, os ciclos de produção eram mais ágeis e mais objetivos, otimizando os prazos.

E já que os clientes estão tão envolvidos no trabalho, ouvi-los oferece um olhar mais amplo. Muitas vezes, eles trazem soluções mais sofisticadas do ponto de vista do negócio e da tomada de decisão, e isso enriquece o produto final. A base temática da 45ª Quermesse emanou da equipe do templo, nosso papel foi transformá-la em conceito, com narrativa forte, bem estruturada, capaz de escoar produtos de comunicação eficientes.

No conceito atual o Buda é pano de fundo, representando  a raíz e o legado, o Budismo é a árvore que cresce na mão do Buda e a comunidade é a responsável pelo seu cultivo, mas ao mesmo tempo se beneficia dele. Toda essa história foi escrita em conjunto.

Depois de toda a explicação desse case, você pode estar pensando que apenas grandes eventos precisam de um conceito de comunicação, mas não é verdade.

Ok, preciso de um conceito. Por onde começar?

 

“Um bom começo é a metade”  Aristóteles

 

  • Documentação e memória: Parar e pensar nos seus objetivos oferece um direcionamento ao evento ou produto. E recuperar o histórico de edições ou campanhas passadas levam à reflexão sobre erros e acertos.
  • Envolvimento: Um cliente envolvido no processo aumenta consideravelmente a qualidade do trabalho. É importante fazer pesquisas, se ambientar sobre estética e projeto gráfico para ter uma margem maior de críticas e avaliação.
  • Investimento: Por mais que a experiência seja rápida, ela fica na memória de quem participou e é preciso engrandecer a experiência final. É essencial estabelecer um plano financeiro para investir no conceito com compra de fontes, imagens, produtos de qualidade… Um bom conceito precisa de “ingredientes” de qualidade.
  • Poder dos rituais: Recomendamos a leitura do livro “Religião para Ateus”, onde o autor Alain de Botton mostra o poder dos objetos cotidianos, dos rituais e dos pequenos encontros. Pensar o design, produtos e como as pessoas vão viver o evento dessa forma faz toda a diferença no resultado final.

Está organizando algum evento? Vai lançar algum produto? Entre em contato com a gente! Será um prazer te ajudar.


Ilustrações das 5 primeiras campanhas brilhantemente realizadas pelo Aloisio Lima. 

Veja o case da Quermesse te 2018 no [link]

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